Notícias

Voltar

Biodiesel é debatido na FIERGS


Evento, promovido pelo IEL-RS, busca prioridades

para o desenvolvimento cadeia produtiva



Buscar a diversificação de culturas através de pesquisa agrícola, fomentar novas tecnologias que tragam avanços na competitividade, desenvolver relações contratuais que estreitem a interação entre os agentes participantes, agregar valor aos produtos das cadeias e regionalizar a produção são os principais pontos levantados no seminário Biodiesel: Estratégias e Desenvolvimento, promovido pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS), integrante do Sistema FIERGS, realizado na quinta-feira (5/06) na sede da entidade.



"Temos um novo paradigma que é o desenvolvimento de novas culturas. É um trabalho que ainda tem um longo caminho a ser construído. Além disso, precisamos criar tecnologias. A importância disso também passa pela geração de emprego e renda, por agregar valor aos produtos. Esta é uma oportunidade de chegarmos às conclusões necessárias", afirmou o vice-presidente do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (CIERGS), Antônio Roso, ao abrir o evento.



O professor da USP e presidente do Conselho do Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial (Pensa), Décio Zylberstajn, falou da importância de se diversificar as culturas que são a matéria-prima do biodiesel. “Hoje a produção tem a soja como principal fonte. É preciso pesquisa agrícola”, destacou. Ele lembrou também dos estudos de novas tecnologias para produção em micro-usinas (pequena escala) para a cadeia produtiva, baseada no pequeno agricultor. Zylberstajn disse, ainda, que é fundamental regionalizar a produção, deixando-a mais perto dos mercados e apontou como prioridade agregar valor aos produtos da cadeia produtiva.



“Este mercado tem excelentes perspectivas em níveis globais”, argumentou o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto. “No Rio Grande do Sul já contamos com quatro indústrias de biodiesel e 40 mil agricultores. É uma alternativa que, além de ser mais correta em termos de meio ambiente, é geradora de emprego e renda e vai promover a inclusão social”, salientou.